A história da gasolina no Brasil começa no início do século XX. Naquela época, o combustível era raro, vendido em latas e abastecido de forma improvisada. Com o tempo, a gasolina tornou-se um pilar da economia, da mobilidade e da sociedade brasileira.
Hoje, a frota nacional ultrapassa 124 milhões de veículos, e o consumo anual chega a cerca de 46,7 bilhões de litros de gasolina C. Essa trajetória reflete o desenvolvimento do país, a busca por independência energética e a inovação contínua.

As Origens: Chegada e Pioneirismo (1910-1920)
Antes da existência de postos estruturados, grandes petrolíferas internacionais iniciaram operações no Brasil:
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ESSO (Standard Oil) em 1912
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Shell em 1913
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Texaco em 1915
Essas empresas importavam produtos petrolíferos para atender a um mercado automobilístico incipiente.
O marco histórico ocorreu em 1919. Francisco de Paula Ribeiro inaugurou o primeiro posto de gasolina do país, na Rua XV de Novembro, em Santos, São Paulo. Esse evento marcou o início de uma nova era para o transporte nacional e antecipou a demanda por pontos de abastecimento especializados.
Expansão e Popularização (1920-1950)
As décadas de 1920 e 1930 testemunharam a popularização do automóvel, impulsionada pela industrialização e urbanização.
No início dos anos 1950, o Brasil já contava com quase meio milhão de veículos. Durante esse período, as redes de distribuição das multinacionais se expandiram e o setor começou a se estruturar.
Em 1937, a Ipiranga, a primeira grande empresa brasileira do segmento, foi criada, tornando-se pioneira no refino de petróleo no país.
A Era da Petrobras e o Monopólio Estatal (1953-1997)
Em 1953, a criação da Petrobras pelo presidente Getúlio Vargas marcou um divisor de águas. Sob o slogan “O Petróleo É Nosso”, a empresa recebeu o monopólio estatal sobre exploração, refino e transporte de petróleo, buscando a autonomia energética de um país que importava 70% do seu consumo.
O governo de Juscelino Kubitschek (1956-1961) consolidou a indústria automobilística nacional por meio do GEIA. A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e a Petrobras forneceram a base industrial para o crescimento do setor.
Choques do Petróleo e o Nascimento do Proálcool (1970-1980)
A crise do petróleo em 1973 elevou os preços e gerou racionamento e longas filas nos postos brasileiros.
Em resposta, o Brasil criou o Programa Nacional do Álcool (Proálcool) em 1975. Foi uma iniciativa inovadora, usando biocombustíveis renováveis à base de cana-de-açúcar.
Em 1979, o Fiat 147 se tornou o primeiro carro a álcool produzido no mundo. O programa ajudou a reduzir a dependência de petróleo importado e consolidou o álcool como alternativa energética.
Evolução Tecnológica e Regulatória (1990-2020)
Em 1997, o setor energético brasileiro mudou com a quebra do monopólio da Petrobras. A empresa tornou-se uma sociedade de economia mista, abrindo o mercado para novas empresas.
A criação da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) impulsionou melhorias na qualidade dos combustíveis:
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Redução do teor de enxofre na gasolina: de 1.500 mg/kg em 1998 para 50 mg/kg em 2014
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Introdução de combustíveis aditivados, como a “gasolina azul” da Shell e Petrobras
Como resultado desses avanços, a gasolina tornou-se não apenas um combustível, mas também um ícone cultural.
Momentos Marcantes e Curiosidades Culturais
A gasolina se enraizou no imaginário brasileiro, simbolizando liberdade e status. A “gasolina azul” dos anos 80 e 90, com maior octanagem e coloração característica, é um exemplo.
Entre 1995 e 2014, o consumo de combustíveis líquidos automotivos cresceu aproximadamente 115%. Ao mesmo tempo, a frota de veículos aumentou de 800 mil em 1956 para 124 milhões atualmente.
Campanhas publicitárias, como “Histórias que só tem lá” da Ipiranga, marcaram gerações e reforçaram a presença da gasolina na cultura popular.
O Presente e o Futuro: Transição Energética e Sustentabilidade
Em 2024, o Brasil sancionou a Lei do Combustível do Futuro, um passo decisivo para a transição energética.
Entre as medidas:
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Incentivo ao bioquerosene
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Mistura obrigatória de etanol na gasolina (30%) e biodiesel no diesel (15%)
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Implementação em agosto de 2025
Apesar do crescimento do mercado de veículos elétricos, o Brasil se destaca na produção de biocombustíveis, que já representam quase 30% da matriz energética, o dobro da média mundial.
Projetos futuros, como a proibição da venda de carros a combustíveis fósseis, reforçam o debate sobre o etanol como alternativa sustentável.
Conclusão: A Gasolina na Trajetória Nacional
A trajetória da gasolina no Brasil mostra sua evolução de item escasso a motor da economia e mobilidade.
Por trás desse protagonismo, há a necessidade crítica de atenção à degradação e estocagem do combustível.
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